Poeira da Estrada
14 dez 2010 Deixe um comentário
em Pensamentos
Faça o que você tem que fazer. Resolutamente, faça com todo o coração.
O viajante que hesita somente levanta poeira na estrada.
Lembra-se da Ênfase no coração. A mente jamais pode ser uma só, ela é muitas. E o coração é sempre um; por natureza, ele não pode ser muitos. Você não pode ter muitos corações, mas pode ter muitas mentes. Por quê?
Porque a mente vive na dúvida e o coração vive na confiança.
O coração sabe confiar; é a confiança que faz dele um.
Quando confia, de repente você fica centrado.
A descoberta do Buda – Osho.
O Caminho da Lei
11 dez 2010 Deixe um comentário
em Pensamentos
Se você determina o seu curso com força ou velocidade, você perde o caminho da lei.
A vida se mostra em toda a sua beleza e bem-aventurança somente para aqueles que estão vivendo de modo descontraído – sem força,sem nenhuma pressa:quem não está apressado, correndo, quem não é abicioso, quem não est…á preocupado com um futuro que ainda não chegou. Ela está disponível para aqueles que estão à vontade, em casa com o momento presente, tão relaxados como se não houvesse nenhum outro momento. Este momento é tudo… Neste estado de demonstração o tao abre as suas portas.
A Descoberta do Buda – Osho.
Sem Pressa
29 nov 2010 Deixe um comentário
em Pensamentos
Calmamente, considere o que é certo e o que é errado.
Recebendo todas as opiniões igualmente – Sem pressa, com sabedoria – observe a lei.
Não tenha nenhum precoceito. Somos muito cheios de preconceitos, somos um fardo de preconceitos. E sempre que pensamos que chegamos a uma conclusão, É pura ilusão – você novamente chegou um preconceito
que já tinha sido colocado dentro de você pela sociedade, pela igreja, pelo estado. Vocês são vítimas de tantos interesses escusos, que estão todos sentados à sua volta com olhos cobiçosos para explorá-lo, para sugar seu sangue e sua alma.
Observe da próxima vez que você sentir que compreendeu alguma coisa. Volte e tente ver: Trata-se de algum preconceito passado que pipocou de uma nova forma, em um novo formato, com novas palavras?
E você se surpreenderá: é isso mesmo.
(A descoberta do Buda – Osho)
Como você pode brigar?
22 nov 2010 1 Comentário
em Pensamentos
Neste mundo o ódio jamais dissipou o ódio. Somente o amor dissipa o ódio. Essa é a lei, Ancestral e inexaurível.
Somente a luz pode dissipar a escuridão: Amor é luz, a luz do seu ser, e o ódio é a escuridão do seu ser.
Como a luz é levada para dentro? Torne-se silencioso, sem pensamentos, consciente, alerta, atento, acordado – é assim que a luz é levada para dentro. E no momento que você fica alerta, atento, o ódio desaparece.
Esses são experimentos para serem feitos, não apenas palavras para serem compreendidas – experimentos para serem feitos.
Tente odiar alguém conscientemente e você descobrirá que é impossível. Ou a consciencia desaparece, então você pode odiar; ou, se você está consciente, o ódio desaparece. Eles não podem existir juntos. A luz e a escuridão não podem existir juntos – porque a escuridão não é nada mais que a ausência de luz.
(A descoberta do Buda – Osho)
Pensamentos errantes
15 nov 2010 1 Comentário
em Pensamentos
Assim como o arqueiro apara e afia sua flecha,
O mestre corrige seus pensamentos errantes.
Agora medite: seus pensamentos dirigem você, ou é você que dirige os seus pensamentos?
Porque muita coisa depende desta descoberta.
Você está sendo dominado pelos seus pensamentos?
Eles continuam guiando você, para lá e para cá?
Eles o sugestionam, eles o facinam, eles o obcecam?
Eles dão as ordens e você é simplesmente um escravo? Ou você é o mestre? E pode dizer aos seus pensamentos “parem”, e eles têm de parar – você pode liga-lo e desligá-los?
As pessoas nunca meditam sobre isto, porque isto as faz se sentirem muito humilhadas. Isso lhes mostra impotência; elas não conseguem nem sequer parar os pensamentos, seus próprios pensamentos.(A descoberta do Buda – Osho)
O silêncio
07 nov 2010 7 Comentários
em Pensamentos
O silêncio não faz de um tolo um mestre.
O silêncio pode ser de um cemitério ou do por do Sol. O silêncio pode ser de um pássaro voando ou de um cadáver. Ambos são silêncios, mas opostos. O silêncio de um cadáver tem que ser evitado, o silêncio de uma flor tem que ser absorvido. O silêncio de uma flor fará de você uma flor, o silêncio de um cadáver o tornará um cadáver. Ambos parecem a mesma coisa externamente. Não seja enganado pelas aparências – procure sempre o essencial, o próprio âmago. O buscar tem que ser muito cauteloso, estar muito consciente de cada passo, porque é fácil alcançar o falso. É muito fácil tornar-se morto e muito difícil ser transbordante de vida.
(A descoberta de Buda – Osho)
Nascimento de Ganesha em mim
02 nov 2010 Deixe um comentário
em Prosa
O dia escolhido para entrar em comunhão com a natureza, foi um dia em que um portal estava se abrindo, na Índia é a entrada da prosperidade, dia da mãe divina Annapurna e Lakshmi, os aspectos da mãe divina da abundancia dos alimentos e da mãe que nos trás prosperidade e fartura, para termos mais tempo para nos devotar a existência que podemos chamar de Deus.
Cheguei mais cedo e fui para o meu lugar habitual, perto dos músicos, perto do flautista, gosto de ficar escutando o som doce da flauta.
Coloquei em meu serviço o conhecimento da respiração, fiz uma para alcançar uma concentração maior, pois a concentração é muito importante, a todo instante somos tentados pelo ego, uma espécie de demônio interno, um tagarela, por isso é importante a concentração.
Chegada a hora, fomos convocados a tomar a Ayahuasca, nome quíchua de origem inca que significa VINHO DAS ALMAS, um psicoativo, e o seu efeito é enteógeno, que faz com que as pessoas vejam o divino dentro de si, na verdade ela abre e expande a consciência, na qual tudo fica muito claro, ou seja, para mim os sons ficam mais nítidos, o aroma é diferente, o colorido é outro, vem mais claramente o aprendizado dos mentores e da própria natureza.
Começamos a cerimonia com um mantra para Ganesha, aquele que tem a cabeça de elefante, toda cerimonia indiana começa com reverencia a ele, tudo que começamos nos fixamos a ele, ele sempre abre os caminhos. Tem vários mantras para Ganesha, o mantra que começamos é um mantra que fala da mãe e do pai de Ganesha, de Parvati e Shiva, a letra é em sânscrito, então tem que sentir com o coração para entrar nesta energia, pois o intelecto atrapalha todo o sentir, como eu disse anteriormente, nossa mente é muito tagarela, não respeita o silencio do coração.
No começo do mantra, a Ayahuasca começou fazer efeito em mim, para cada pessoa tem uma maneira diferente de se manifestar, eu sinto um peso no corpo, o coração acelera, um sufocar, tristeza, alegria, frio, calor, medo e ao mesmo tempo muita liberdade, meu corpo fica em êxtase, como se estivesse tendo orgasmos múltiplos e infinitos, é tão forte e intenso que dá medo, vontade de dançar, cantar. Passado esta fase, geralmente vou para um passado que depois eu não me lembro muito bem, tudo muito familiar, como se estivesse anteriormente neste estado. Fui me deixando envolver na energia de Ganesha, porém a energia mais forte foi sentir a própria mãe de Ganesha, Parvati, na verdade eu entrei em contato com o arquétipo da mãe divina.
Senti o envolvimento amoroso para conceber Ganesha, um amor verdadeiro, de preparar a vida a partir da minha vida, das minhas células, das minhas energias. Senti a gestação de um ser iluminado dentro de mim, uma divindade respirando o mesmo ar que eu estava respirando, nutrindo a perfeição, eu era a perfeição, não tinha diferença entre eu e a minha gestação, tudo muito lindo e divino, mas tinha algo que nem mesmo a divindade pode deixar de sentir e eu acredito que seja o sentimento de todas as mães, o apego por si e pelo fruto de si.
O amor foi tomando conta e com ele todo o apego de si no outro ser, mas o momento foi se aproximando e cada vez mais o não deixar este ser nascer foi tomando conta de mim, ele viria ao mundo e eu teria de conviver sem ele, ou com ele fora de mim, até então a energia que se fundira teria que se separar e a separação seria muito dolorosa.
O momento chegou e Ganesha, meu filho, corpo do meu corpo, meu próprio eu, teria que se separar de mim, deixar de ser eu, e ia se aproximando o momento e o momento chegou e com ele muito sofrimento para parir, não uma dor comum, mas no sentimento de separação, todo o universo pedia para que eu deixasse Ganesha nascer, o mundo, o universo precisaria dele e eu teria de consentir este nascimento, eu hesitava, até que fui vencido pelo apelo da vida, senão eu e Ganesha morreríamos. Eu o deixei nascer e com ele, eu nasci junto e todos no universo cantava com toda força e alegria jamais sentida por mim, Ganesha nasceu, o universo nasceu, a vida seria outra, a beleza seria outra, o amor nasceu e está junto comigo e com o universo, o bem, o amor, a vida venceu o mau, o egoísmo, o medo e a morte.
Cantei com tanta alegria o mantra que remove os obstáculos de minha vida, talvez tenha sentido o maior apego que existe na humanidade, que é o apego das mães pelos filhos, que não é apego na verdade é a vida devotada à vida.
Eu cantei: OM GAN GANAPATAYE NAMAH
Pedindo, suplicando, conectando com esta força para remover os obstáculos que eu coloquei em minha vida, meus apegos, meu egoísmo, deixei Ganesha nascer em mim, deixei Deus nascer em mim e deixar que Deus nasça em todos nós, removi os obstáculos de minha ignorância interna, deixando o amor finalmente vencer.
O amor sempre vence, sempre.
Beija-flor de lótus
11 set 2010 Deixe um comentário
em Prosa
Lembro-me que quando vi pela primeira vez uma montanha, a montanha era uma montanha, o rio era um rio, as árvores eram árvores. Vivia a inocência, estava fresco, captava a simplicidade, a vida era uma grande brincadeira, o riso imperava, a vida floria, tinha uma melodia, tinha dialogo, tinha integração com a minha alma, eu tinha alma, eu era alma, por isso a montanha continuava sendo uma montanha, o rio era um rio e as árvores eram árvores.
O contato com o mundo das pessoas foi se fazendo mais presente em minha vida, muito foi negado a mim, conceitos fui obrigado a aceitar, permite ser enganado e acreditei que tinha liberdade e tinha desde que aceitasse as imposições e o pior que eu fui levado acreditar que eu vivia a realidade, vivia a verdade, esta verdade era desbotada. Estudei, li muito, aprendi nos livros, tinha a minha carreira profissional, era respeitado, porque tinha dinheiro, casei com a mulher que eu achava ser ideal, minha alma gêmea, construí um castelo de areia a beira do mar, acreditava que isto era a vida, nada mais importava. A vida a todo instante batia a minha porta para despertar, mas dormia na cama que eu preparei.
Fui atrás das minhas experiências, tive coragem, me aventurei nas trilhas da vida, me afundei na lama, me deprimi, quase morri de amor, me desiludi com a vida, rompi com Deus e com a existência, me machuquei, quis desistir da vida. A montanha não era mais uma montanha, um rio não era mais um rio, as árvores não era mais árvores. A montanha, o rio e a árvores não mais existia.
Fui levado a esgotar as minhas forças e cai doente estressado de uma vida de mentiras e aparências. As forças estavam me deixando, não me importava mais ser aceito e ser amado, ilusão e desilusão, conflitos me arrasaram, senti derrotado, fracassado, me senti um perdedor de mim mesmo.
A existência teve grande compaixão comigo, ela sempre teve compaixão, mas eu estava cego, perdido no jogo de mim mesmo, um egoísmo que não me deixava ver, mas vi em uma tarde um beija-flor, engraçado que sempre tinha visto o beija-flor, apesar de achá-lo um pássaro de grande beleza, eu estava vendo de uma maneira diferente, estava atento, pela primeira vez estava atento depois de muito tempo, lágrimas verteram de meus olhos, lavando o meu coração. Percebi que o beija-flor estava fora de dimensão que conhecíamos, ele parava no ar com graciosidade e simplicidade, o beija-flor gasta muita energia com o bater de suas asas e representa a conhecimento ao provar de muitas flores, e quando chega a noite ele quase morre, para no outro dia renascer, ele trás alegria e a sua presença também trás a cura aos nossos corações.
A busca pela verdade me veio ao ver o beija-flor, antes acreditava que mais importante que a verdade, era ser feliz, mas felicidade neste mundo é passageiro, apenas momentos felizes é o que temos, ao contrario da verdade, por mais dura que seja ela no faz enxergar, nos liberta de toda ignorância, um remédio que no começo é amargo, mas depois não importa o gosto e sim a clareza de alma. Na minha busca pela existência a montanha não era mais uma montanha, o rio não era mais um rio e as árvores não eram mais a mesmas árvores, via de uma maneira diferente, meu olhar era mais calmo e colorido, começava escutar uma melodia interna e uma harmonia de tudo que me cercava, estava desaparecendo o bom e o ruim, o certo e o errado.
Na minha busca pela essência compreendi muito e quanto mais aprendia com o meu coração, mais me sentia aceito pela vida, e me vinha sempre a imagem da Flor de Lótus que nasce na lama, no lodo, no pântano, mesmo assim não se contamina, ela tem um perfume raro, suas cores são de uma transcendência poética, no simples pensar nesta flor, eu transcendia. A pureza e a presença de espírito me vinha, me tornando cada vez mais silencioso, a verdade não me é mais amarga, é doce, a vida é mais leve e o meu ser também se torna cada mais leve, insustentável em minha leveza.
Beija-flor me chamou – “OLHA”, olhei e a minha Flor de lótus que habita em meu coração floresceu.
Nasceu à simplicidade de ver que uma montanha sempre foi uma montanha, o rio sempre foi um rio e as árvores sempre foram árvores.
SOHAM
Pacto com a felicidade
22 ago 2010 Deixe um comentário
em Pensamentos





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